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Wednesday, May 12, 2010

Custo de vida em Vancouver

Semana passada lemos um artigo no Metro News falando sobre o custo de vida aqui em Vancouver para uma família de 4 pessoas viver decentemente. Primeiro fiquei feliz pois isso é sempre algo subjetivo e o artigo fala de números concretos. Depois fiquei um pouco intrigada pois eles falam de "living wage", ou seja, a renda mínima que a família deve ter para evitar a pobreza, e dizem que 40% da população da Grande Vancouver está abaixo da linha da pobreza. Aí eu fiquei pensando "mas o que será pobreza por aqui?".

Pobreza por aqui é algo bem diferente de pobreza no Brasil, esta foi a minha primeira conclusão. Pra saber mais, fui atrás do estudo de que falava o artigo (ele foi publicado pelo Canadian Centre for Policy Alternatives e está disponível para download neste link). O estudo diz que a living wage é baseada no princípio de que um trabalho full-time deve proporcionar às famílias (os pais e dois filhos pequenos) um nível básico de segurança financeira para não ficarem na pobreza e que deve ser o bastante para pagar as necessidades, permitir o desenvolvimento saudável dos filhos, aliviar alguma crise financeira e participar da comunidade. Isso se traduz em $18.17 dólares por hora, para cada um dos pais, trabalhando full-time.

Traduzindo isso em um orçamento mensal, fica assim:

* Alimentação: $756 (estimado pelos Dietitians of Canada para uma dieta nutritiva)

* Vestuário: $187

* Moradia: $1,346 (inclui uma estimativa conservadora para aluguel de um apartamento de 3 quartos, luz, água, telefone e seguro do que estiver dentro da casa)

* Transporte: $442 (inclui um passe para duas zonas e os custos de ter e manter um carro usado)

* Assistência Infantil: $1,096 (para uma criança de 4 anos em creche integral e outra de 7 anos em programas depois da escola e programa de 6 semanas durante o verão)

* Plano de saúde do governo: $114

* Plano de saúde complementar: $133 (com a seguradora Pacific Blue Cross)

* Educação dos pais: $88 (para dois cursos em faculdade por ano)

* Fundo de contingência: $212 (para eventualidades/emergências, como doenças graves na família, transição entre empregos, etc.)

* Outros: $689 (itens pessoais, mobília, itens para a casa, material escolar, livros e revistas e recreação mínima).

* NÃO INCLUI:
- Cartão de crédito, empréstimos ou outros débitos;
- Poupança para a aposentadoria;
- Possibilidade de compra de uma casa;
- Poupança para a educação futura dos filhos;
- Quaisquer custos além de recreação, entretenimento mínimos;
- Custos de manter um membro da família com alguma deficiência ou doença séria; ou
- Outros custos relacionados a crises/tempos difíceis para a família.

E aí? O que vocês acharam? Interessante o conceito de pobreza em diferentes contextos, hein?

Wednesday, September 30, 2009

Morte na Cambie Street

Ontem à noite um homem foi morto numa rua super movimentada de Vancouver. Vimos pela TV, mas poderia ter sido ao vivo, pois tinha desistido há poucas horas de fazer umas compras no supermercado Save-On-Foods naquela mesma rua.

Esta matéria do The Province mostra a foto e explica como foi e, "pra variar", tudo indica briga de gangues. A novidade é o local, já que a Cambie Street é uma rua bastante comercial no início e depois fica mais residencial, mas é "bem-freqüentada", diferentemente de outros pontos na cidade que todo mundo sabe que não deve ir à noite (East Hastings, Chinatown, etc.).

Para quem gosta dos números, foi o 18º assassinato em Vancouver neste ano.

Sinceramente, não dá pra assustar não. Pra quem teve o próprio prédio assaltado três vezes (uma outra vez renderam o síndico entrando com o carro na garagem e em outra fecharam a rua pra assaltar quem passava) em Recife e ainda conseguia dormir tranqüila...

Wednesday, July 1, 2009

Do you speak Canadian?

It's Canada Day and, because you're a Canuck just like any other hoser in a tuque with a toonie, you can nab a double-double and chill out, or kick back with a brewski and Buffalo wings for some R & R, eh?

That is, if you know what it means. Because it's one thing to become Canadian; it's another thing to speak Canadian.

E assim começou essa matéria do The Province que fala de como os recém-imigrados ficam completamente per-di-dos quando estão expostos ao inglês falado no Canadá. A boa notícia é que a Canadian Immigrant Magazine lançou uma coluna no site para ajudar os imigrantes a entenderem melhor essas palavrinhas e expressões típicas.

Alguma alma boa se prontifica a traduzir o primeiro parágrafo? ;)

Friday, May 8, 2009

Taxa de desemprego estabilizada

Até que enfim uma boa notícia em relação à crise! Uma matéria de hoje do The Star diz que a taxa de desemprego no Canadá estabilizou-se no último mês e que os números são bem melhores do que os economistas previram.

O gráfico abaixo mostra a taxa de desemprego no mês de abril desde 1976:



A matéria também alerta para o fato de que alguns dos empregos criados estão na categoria de self-employment e que os dados de apenas um mês não devem ser tão comemorados. De qualquer forma, há um outro número interessante: todos os empregos criados em abril são full time.

Enquanto os números dessa crise completamente inoportuna dão uma animadinha, a gente fica aqui torcendo pra eles não desanimarem mais! Keep your fingers crossed! ;)

Monday, March 9, 2009

How did you find the test?

Um pouco de utilidade neste blog também faz bem, né? Nem sei quanto tempo faz que não coloco uma coisinha mais útil por aqui! :/

Bom, hoje me deparei com esse artigo do The Star tratando de uma das grandes barreiras enfrentadas pelo imigrante frente ao mercado de trabalho canadense: a língua. Vou destacar uns pontos interessantes:

* Uma pesquisa constatou que a grande maioria dos empregadores rejeita imigrantes treinados fora do país porque acha que eles não têm o nível de inglês necessário, enquanto a grande maioria dos imigrantes acredita que o inglês que tem está bom.
> Comentário: o cara estuda inglês a vida inteira, tem uma nota super alta no IELTS e, ainda assim, não pode achar que tem um nível satisfatório? Sim!!! Esta é a realidade! Oras... se um dos testes de inglês mais reconhecidos no mundo diz que o meu inglês é high, por que vou achar que não é? A questão é simples: não conhecemos as minúcias da língua, o inglês da vida real, que está fora dos livros de gramática. Como disse a entrevistada da matéria, se alguém pergunta ao recém-chegado "How did you find the test?", ele provavelmente vai responder literalmente, dizendo que foi a um website e fez o download, ao invés de dizer que o teste foi bom ou ruim.

* Se os empregadores buscam o inglês perfeito (the Queen's English) por um lado, podem acabar perdendo bastante, por outro, numa economia volátil e globalizada.
> Comentário: tudo bem que isso é vida real e ninguém pode se dar ao luxo de sair contratando imigrante com inglês ininteligível, só para fazer o bem. Mas, dispensar o cara que errou só uma preposiçãozinha? E o pior: eles não têm coragem de dizer à pessoa que a estão dispensando por conta disto! Só acho que, com um pouquinho de bom senso, dá pra ver a diferença entre um cara realmente travado e outro que em três meses vai estar bem desenrolado.

Finalizando, acho que é nossa obrigação (para nosso próprio bem, na verdade) chegar o mais preparado possível em relação à língua da cidade onde pretendemos morar. É importante valorizar nossos conhecimentos, estudos e a boa nota que recebemos no exame. Mas, o que não podemos é achar que nosso inglês/francês já é fluente para os padrões de lá (ele não é!) e não nos esforçarmos para melhorar a pronúncia das palavras, aprender a falar com a entonação do sotaque local, prestar atenção aos detalhes da língua que só se aprende na rua mesmo, ampliar nosso vocabulário e por aí vai... Sinceramente, não consigo engolir uma pessoa morando há séculos num país e continuar com aquele mesmo sotaque gringo sofrível. Mas isso é outra história... De qualquer forma, eu não tiro completamente a razão dos empregadores canadenses, não, viu?!

Friday, February 6, 2009

Para pensar antes de ir

A crise está forte lá pras bandas do norte. Não li recentemente uma única notícia boa em relação a isso, pelo contrário! Na newsletter diária que assino, de um jornal de BC, chegou hoje essa manchete:

Canada loses record 129,000 jobs

Trata-se do maior recorde de demissões em um só mês na história do país (batido em janeiro de 2009). O acumulado dos últimos três meses é de 213,000 e as perspectivas para este ano são muito ruins. Segundo a matéria, as províncias de Ontario, British Columbia e Quebec estão em condições muito piores, em relação às demais.

É muito ruim avaliar tudo isso à distância, pois as notícias nos repelem do país de forma semelhante a como se o Canadá estivesse atravessando uma guerra. Você iria para um país lindo e maravilhoso em guerra? Ao mesmo tempo, acompanho centenas de blogs e não é essa assustadora imagem que eu vejo deles.

Temos uma boa reserva de dinheiro que até daria para passarmos um ano (sem qualquer luxo, diga-se de passagem!) desempregados, mas esta não será uma opção escolhida - temos muitos outros sonhos além do Canadá. Não dá pra imaginar passar um ano só torrando um dinheiro que trabalhamos muito pra conseguir!

Pois é... há muito a se pensar antes de decidirmos a data da nossa mudança. Junho me parece um mês muito simpático, mas este critério - simpatia - vem tendo peso muito baixo frente aos demais...

Monday, December 1, 2008

Mudanças no processo federal

Como a maioria já deve ter visto por aí, foram anunciadas as mudanças no processo federal, na categoria Skilled Worker, para quem deu entrada depois de 27 de fevereiro de 2008.

Confesso que meu queixo caiu! Só 38 profissões em demanda? A minha mesmo não está mais na lista e elas estão mesmo bem reduzidas, bem focadas! Fiquei pensando nas pessoas que deram entrada depois de 27/02 (não é o nosso caso), cheias de esperanças, torcendo para que as mudanças não fossem muito grandes e, sendo este o caso, esperando que continuassem enquadradas. Eu não sei como vai ser agora para quem não enquadra mais, mas pensei em algumas opções:

Opção 1: pedir o dinheiro de volta e desistir, afinal o Brasil continua sendo o país do futuro...

Opção 2: pedir o dinheiro de volta, estudar bastante francês e dar entrada no processo de Quebec (tudo isso pra ontem, pois quem disse que o processo de Quebec não pode mudar também?).

Opção 3: procurar desesperadamente um empregador gente boa no Canadá, que tope mandar uma job offer nesses tempos de crise.

Opção 4: conseguir um visto de estudante ou trabalhador temporário, passar um tempo por lá, provavelmente gastando bem mais do que ganhando, e se tornar eligible na Canadian Experience Class.

Opção 5: ser outstanding no que faz e ver se tem alguma condição de ser aceito diretamente por alguma província, através da classe Provincial Nominees.

Opção 6: entrar em contato com universidades canadenses, encontrar um bom programa de mestrado ou doutorado, aplicar, ser aceito, conseguir uma bolsa de estudos interessante (leia-se: algo que dê pra pagar os custos básicos da família, sem qualquer luxo). Depois, solicitar a residência permanente através das opções 4 ou 5.

Opção 7: ter bastante grana (C$ 400,000.00) para investir na economia do país e dar entrada através da Business Class, como investidor, empreendedor ou autônomo.

Opção 8: ter parentes morando no Canadá que possam realizar o processo de Sponsorship.

Será que tem mais alguma forma? Será que o departamento de imigração vai mesmo seguir à risca essas mudanças? E agora???

Thursday, November 20, 2008

Extra! Extra!

Empresa canadense sediada em Vancouver declara falência apenas dois meses após a contratação de um brasileiro.

O mar parece mesmo não estar para peixe. Mesmo com os rumores de que a crise na economia americana não afetaria em grande escala o mercado canadense, os recentes acontecimentos não confirmam o que dizem os mais otimistas.

Esta semana, uma empresa canadense sediada em Vancouver, BC, desenvolvedora de aplicativos para sistemas de grandes multinacionais do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), declarou a sua falência. Os funcionários foram pegos de surpresa e, entre eles, está o brasileiro Bruno, contratado há apenas dois meses, através de um programa de internship. "Não imaginava que a empresa estivesse passando por este momento difícil. Esperava, inclusive, estender meu contrato e conseguir um visto de trabalho no Canadá", afirmou.

O setor de TIC, passando por grande desenvolvimento em todo o mundo, poderia não sofrer os impactos mais profundos desta crise, mas sem contratos renovados e clientes que arquem com os custos dos projetos, as empresas - de qualquer setor - não têm como enfrentar seus custos fixos.

Imigração

O Canadá é um país aberto à imigração e vem recebendo, anualmente, mais de 240 mil novos imigrantes. Assim como Bruno, milhares de pessoas em todo o mundo estão buscando uma nova experiência pessoal ou profissional no país. Observando o cenário notório, pode-se deduzir que o momento atual não é o mais propício para o futuro imigrante chegar ao país.

Além das várias barreiras que precisam ser enfrentadas pelos newcomers, como adaptações à língua local, clima e hábitos culturais, há ainda a desgastante fase de procura pelo primeiro emprego canadense. O tempo para a primeira contratação, que normalmente leva de três a seis meses, num momento de tantas incertezas econômicas, pode ir bem além do esperado.

O governo canadense oferece apoio não-financeiro (orientações e cursos diversos) às famílias que chegam ao país e exige que elas tenham um capital mínimo de segurança para os primeiros meses sem emprego, em que não vão poder contar com a renda do salário. No entanto, é responsabilidade do imigrante avaliar seus custos e prever o montante que deverá ser desembolsado até a primeira contratação. Em momento de crise, mais um alerta na hora do planejamento para a mudança.



Nota: este texto foi escrito pela autora do blog e não possui qualquer caráter científico. Nenhum estudo foi realizado para fundamentar esta composição, que é fruto exclusivo de leituras eventuais e conclusões da autora. A pessoa mencionada na matéria, Bruno, é irmão da autora e a empresa citada é o local onde ele, por enquanto, trabalha no Canadá.

Friday, May 23, 2008

Mistério em British Columbia

Todo dia eu recebo no meu e-mail um resumo das principais notícias de British Columbia e hoje me deparei com uma notícia que chamou minha atenção:

Forth human foot found on B.C. shores

Como assim "quarto pé humano encontrado nas margens de B.C."??? Aí entrei no link da matéria pra entender melhor o negócio, na esperança de que fosse mais uma chamada sensacionalista, mas na medida em que eu lia, só ia piorando...

Os pés foram encontrados dentro de tênis (sneakers). Os três primeiros eram direitos e este quarto ainda não divulgaram... Eu, hein?! Que negócio estranho!

Além das especulações apontarem para ações criminais, apontam também para um acidente de avião em que os corpos ainda não encontrados seriam os "donos" destes pés (neste caso, me pergunto por que só encontram pés e não outras partes do corpo).

Os comentários são a "melhor" parte da matéria (não vale a pena traduzir):

"I think that the only thing that will ever be 'learned' from this is that the mob now realizes that running shoes float..and they will just dispose of barefoot bodies in the future."

"I am concerned that this investigation is getting off on the wrong foot..."

"I think they are an undiscovered new species a marine life - Sneakerfish."

"This is what happens if you put your right foot in, but do not take your right foot out. An innocent game of hokey pokey, gone terribly awry...."

Depois não digam que os canadenses não têm senso de humor (negro, pelo menos!)...

Mariana

Friday, September 21, 2007

Um pra um

Atualizando o post anterior... o dólar canadense acaba de se igualar ao americano!

Agora... será que isso é bom pra todo mundo? Pra quem quer comprar ou passar férias nos EUA, com certeza. Mas para alguns setores do mercado canadense, não. Aqueles que fabricam e exportam para o exterior têm o desafio de ter produtos com preço e qualidade competitivos. A própria indústria do turismo precisa agora convencer os estrangeiros a gastar um pouco mais para conhecer as terras geladas. Em British Columbia, onde a indústria de cinema e TV é super forte, justamente por conta dos bons preços das locações e serviços, espera-se que aconteça uma baixa.

Além de tudo, os especialistas dizem que passar de USD 1,00 é uma tendência totalmente realista. Os canadenses, em geral, comemoram, pois não é todo dia que se tem um moeda forte (na verdade, já fazia 30 anos que eles não sabiam o que era isso!).

Mariana

Wednesday, September 19, 2007

Dinheirinho canadense

É... como vocês já devem ter ouvido falar, o dólar canadense está se valorizando! Quem está por lá comemora, afinal o "loonie" está quase 1 pra 1 com o tão 'poderoso e idolatrado' dólar americano.

Desde os anos 70 o dólar canadense não se igualava ao americano...

abre parênteses >> (in)Felizmente, os dias de glória das verdinhas estão contados: o euro já se firmou como a nova moeda do mundo dos negócios. Até a Giselle Bündchen cobra seus cachês em euro agora!! << fecha parênteses

Pra quem não conhece, aí estão as moedinhas fortes do Canadá:


Esta matéria da CBC News fala como os canadenses podem tirar proveito da situação favorável do dólar para viajar. Infelizmente, ela sugere a Argentina como um destino melhor do que o Brasil, informando que as cidades brasileiras são hoje as mais caras da América Latina.

Resta aos que já estão lá no canadá aproveitarem!

Mariana

Wednesday, September 5, 2007

Não vamos esconder os fatos

Novamente, cá estou eu para dizer que é um erro achar que se pode encontrar no Canadá uma vida perfeita, como nos contos de fada.

Estas matérias recentes do The Province falam de crimes ou ações criminosas, que também encontramos aqui no Brasil:

Five found dead in Oak Bay home

Man on B.C. ferry tries to lure kids with food, candy

Nestes últimos dias, tenho lido várias notícias de mortes e assassinatos que ocorrem não só em British Columbia, mas em todo o país.

Fora essa parte da violência e criminalidade, existem outros fatores que fazem a vida no Canadá ser... digamos... normal.

TRABALHO - O povo lá também trabalha duro e paga muito imposto! É bem verdade que o imposto é bem melhor direcionado já que as condições de vida pública em geral são muito boas, como saúde, educação e lazer. Também não é necessário ter o top dos tops dos empregos para viver com sua família dignamente. Ah! E normalmente você bate o ponto de saída às 17h, mas só tem meia horinha de almoço.

SAÚDE - a saúde é pública, boa, mas o atendimento é muito aquém do que temos aqui no Brasil com nossos planos de saúde particulares. Várias pessoas reportam a frustração de ir a uma clínica ou hospital, morrendo de dor e sair de lá com a prescrição de um Tylenol. Ou seja, investigar mais a fundo algo que parece "besteira" é custo; e isto eles fazem questão de racionalizar e direcionar muito bem.

EDUCAÇÃO - A educação também é boa e pública, mas só a partir do jardim e até o final do ensino médio. Ou seja, até a criança ter uns 5 ou 6 anos os pais precisam pagar uma boa quantia por uma escolinha, creche ou similar, se não puderem ficar com a criança o tempo todo (babá já era! No máximo uma babysitter pra o casal conseguir sair à noite uma vez perdida...). Depois é juntar a grana pra pagar a universidade que é bem cara também, se seu filhote não conseguir uma bolsa.

VIDA DOMÉSTICA - esqueça todas as mordomias que uma empregada doméstica pode proporcionar. Trata-se de um "artigo" de extremo luxo por lá. Tudo bem que existem todos aqueles utensílios ultra práticos, os mais maravilhosos do mundo, para ajudar nos afazeres domésticos, mas normalmente eles precisam de alguém que os manipule - você! Fora outras "besteirinhas" como lavar o carro, tirar a neve da frente de casa, cuidar do jardim, separar e colocar o lixo na coleta seletiva...

Agora, convenhamos... tem todo tipo de imigrante!

- Tem aquele que quer ir pra fazer pé de meia e voltar rico - ôôôôô ilusão!

- Tem aquele que quer ir pra conseguir a cidadania canadense e depois entrar livremente nos EUA - sem comentários!

- Tem aquele também que vai com um pé lá e outro aqui, sem conseguir se desfazer dos laços profissionais e/ou pessoais e fica na "ponte aérea" constantemente.

- Tem o que aposta todas as fichas achando que "todos os problemas da minha vida serão solucionados" - outro iludido...

- Tem aquele que quer ter uma melhor qualidade de vida (em termos de segurança, estabilidade, oportunidades) pra si e para a família - nosso caso!

- Tem o que vai consciente, ver no que isso pode dar e aberto a mudanças de planos - nosso caso também.

Enfim... o negócio é não tapar o sol com a peneira! Imigração é negócio sério, estruturado, bem pensado, bem decidido, bem resolvido. De outro jeito... melhor nem começar!

Mariana

Tuesday, August 7, 2007

Violência também tem lá

Para quem ainda sonha inocentemente com o lugar perfeito, aqui vai uma pra voltar a pisar no chão:

Toronto registra homicídio número 50 em 2007

Essa informação é importante especialmente pra quem acha que não existe violência nenhuma no Canadá. Todas as grandes cidades canadenses sofrem com a violência, como em qualquer lugar do mundo.

É claro que não dá pra comparar com o Brasil, pois "apenas" 50 mortes não é parâmetro para nossa realidade...

Fonte: The Province (leia a matéria na íntegra)

Tuesday, July 10, 2007

Números da imigração em 2006

Apesar do Brasil ser assim tão grande, ainda não são tantos brasileiros que vão pra o Canadá como Permanent Residents (PRs), se compararmos com outros países. Na página da imigração, podemos ver os Facts and Figures de 2006.

Na lista dos Top Source Countries, a China vem em primeiro lugar, enviando 13,2% do total de PRs ao Canadá. Depois a Índia, com 12,2% seguida pelas Filipinas com 7%. O Brasil enviou apenas 0,5% do total geral e 3,4% do total das Américas em 2006. A Colômbia, no entanto, está com tudo! Enviou 2,3% do total geral (nona posição) e 16,5% do total das Américas (segunda posição, atrás apenas dos Estados Unidos).

Será que as razões que motivam os colombianos são parecidas com as que motivam os brasileiros? Pergunto isso por conta da estúpida violência presente nos dois países...

Conheço tanta gente que já está no Canadá, que está no processo ou que está se organizando pra ir (além daqueles em-cima-do-muro-que-eu-ainda-estou-tentando-convencer) que é bem capaz dos números do Brasil para 2007/08 darem uma boa crescidinha.

Também....... alguém por aí sabe dizer o motivo do Consulado estar demorando mais a processar os pedidos do processo federal, pedir a documentação... É por causa da grande demanda mesmo?

Poxa... logo na minha vez (com cara de emburrada!).

Mariana

Tuesday, March 27, 2007

Abrir negócio no Canadá

Por que não? Acredito de verdade que ter um negócio próprio no Canadá é uma boa, desde que haja planejamento e conhecimento!

Saiu ontem uma matéria no Vancouver Sun sobre imigrantes (principalmente os orientais) que não conseguem emprego e acabam abrindo seus negócios. Às vezes eles até se dão bem, mas na maioria dos casos, o negócio não dura mais de dois anos...

Assim como não se encontra emprego bom e fácil logo de cara, também não vai dar pra abrir um negócio assim que se chega, como imaginam esses imigrantes. É importante se ambientar, ver como as coisas funcionam - mercado, legislação, etc. - para poder avaliar se vale a pena abrir um negócio do jeito que se imagina no Canadá.

Muita gente emigra achando que vai encontrar emprego rapidinho. Mas já foi dito aqui e muita gente que pesquisa sobre imigração já sabe: não é tão fácil assim arrumar um bom emprego na sua área, assim que chegar no Canadá. Isso porque a maioria dos empregadores querem que você tenha a tal da experiência canadense e porque não reconhecem suas credenciais, sua formação universitária ou técnica. Agora... que o governo canadense é bom de propaganda, ah, isso ele é! Tudo bem que ele também fala dos problemas que os imigrantes passam no início (bem timidamente, é verdade) pois é mais na linha "prepare-se para o mercado de trabalho canadense, pode não ser tão fácil arrumar emprego nos primeiros meses..." e coisas assim, ao invés de ser mais direto e mostrar o retrato da situação. Você pensa e raciocina logicamente: "bom, se minha profissão está lá no NOC Skill Type 0, Skill Level A or B, eles estão precisando de mim! Oba! Emprego à vista!"

Conclusão: os survival jobs não são uma boa, mas talvez um mal necessário. Mas... fique longe das "survival companies"!

Mariana

Thursday, March 15, 2007

Tudo conspira a favor

Hoje, quando recebi a newsletter do jornal The Vancouver Sun, vi três boas notícias para consolidar ainda mais a idéia de que ninguém está indo ao Canadá para uma aventura qualquer.

1) Insuficiência de mão-de-obra só vai piorar em BC
A matéria fala de um fórum que houve em Vancouver em que se discutiu a atual falta de trabalhadores qualificados para as diversas indústrias da província de BC e da importância de reconhecer as credenciais dos imigrantes.
“If we’re going to get the immigrants we have to treat them as scarce resources,” she said. “We have to recognize when they come here, their credentials, and allow them to work in the fields where they have been trained. We’ve got too many doctors and engineers driving cabs.”
2) Vagas de trabalho não preenchidas por conta da insuficiência de mão-de-obra
Reforçando o que diz a outra, essa matéria fala do caso de empresas de BC que abrem vagas e permanecem com elas abertas por um longo período (no mínimo 4 meses!) sem conseguir preencher. Todas as províncias do Canadá estão passando por isso, em maior ou menor escala.
Ontario led the provincial estimates with 70,000 long-term job vacancies, followed by Alberta at 62,000, Quebec at 32,000, B.C. at 30,000, Saskatchewan at 15,000, Nova Scotia at 14,000, Manitoba and New Brunswick at 11,000 each, and Prince Edward Island and Newfoundland and Labrador at 3,000 each.
3) Menos jovens atrás das grades
A violência, que já é bem menor lá no Canadá do que aqui, ainda cai - tendência oposta à brasileira. Essa matéria mostra estatísticas que demonstram a eficiência da YCJA, uma espécie de Febem canadense.
In total in 2004-05, there were about 31,700 admissions to youth correctional services, a decrease of 12 per cent from the year before. Of those admissions, about half were to custody and half were to community supervision. Most youth were given probation.

Mariana